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As meninas que vieram das estrelas

Em especial memória de Francesca Orofino, Joana Cipriano e Madeleine McCann.
Website oficial de Marcos Aragão Correia, Advogado da mãe de Joana Cipriano.





JoanaCipriano

Joana Cipriano

O estado a que chegámos

 

A recente decisão do "Supremo Tribunal de Justiça" português (as aspas são forçosas) de não repetir (ainda) o julgamento de Leonor Cipriano porque acreditou, sem mais, nas últimas declarações do assassino João Cipriano, que consistiram na negação de que tivesse escrito ou assinado a sua livre confissão de 18 de Maio de 2009 onde finalmente admitia que era o único responsável pelo desaparecimento da menina Joana Cipriano ao confirmar que tentou vender a sobrinha, revelam bem o lastimável estado a que chegou o sistema judicial em Portugal.

Ou seja, tal como na Guiné-Bissau, onde a investigação ao assassinato do seu anterior presidente deixou intactas no local as armas do crime para que todos as pudessem ver, tocar e até levar, em Portugal um "Supremo Tribunal de Justiça" continua a desprezar o destino de uma inocente criança, não ordenando perícias científicas ao original da confissão escrita que possuíam (e possuem), nomeadamente de modo a corroborar se a letra e a assinatura são ou não as de João Cipriano. E nem tão pouco ordenar a inquirição dos guardas prisionais de serviço no dia 18 de Maio do ano passado no Estabelecimento Prisional da Carregueira, de modo a poderem também confirmar a autenticidade e condições em que a respectiva confissão foi recolhida. Nada disso foi feito! Como muito bem diz o nosso muito digno Bastonário da Ordem dos Advogados Dr. Marinho Pinto, parece que muitos juízes são cegos para as evidências!

A situação não é contudo nova, e começou na própria investigação da Polícia Judiciária ao caso Joana, iniciada apenas quase duas semanas depois do desaparecimento da criança! Ou como no caso de Madeleine McCann, onde o local do rapto foi persistentemente contaminado pelas próprias autoridades!

João Manuel Domingos Cipriano, que anteriormente já havia cumprido quatro anos de prisão efectiva por ter tentado assassinar outra pessoa a troco de 20 contos e uma mota (crime que nunca negou), vem agora dizer que "nunca tentou vender a sobrinha, mas na noite em que ela desapareceu, a irmã disse-lhe para ir à porta porque junto da igreja estava um carro para levar a filha, que ela tinha vendido a um casal de estrangeiros, e que viu o carro, preto, de tamanho médio e de marca que desconhece, o qual arrancou logo a seguir à sobrinha ter entrado para dentro do mesmo, nunca mais a tendo visto desde então, nem nunca mais a irmã lhe tendo falado nela". E os senhores juízes desse tal autodenominado "Supremo Tribunal de Justiça" nem têm o cuidado, a que estão profissionalmente obrigados e para o qual são abundantemente pagos pelos contribuintes Portugueses (até quando compramos um pão de leite estamos a pagar a esses senhores!), de ordenar perícias científicas à confissão escrita e inquirições aos guardas prisionais da Carregueira, de modo a confrontar João Cipriano com o comprovado valor do conteúdo que ele livremente confessou em 18 de Maio de 2009. Ou, como preferem acreditar nas suas últimas declarações, as quais vão no sentido de que a irmã, que nunca havia sido condenada por nenhum crime nem conhecia mais que os seus familiares e vizinhos da Figueira, é que vendeu Joana, então pelo menos deveriam ordenar a repetição do julgamento com base nesses novos "factos"! Mas não, preferiram manter a injustiça, e até, numa atitude de inconcebível hipocrisia, colocar em causa o modo de obtenção da confissão de 18 de Maio sem contudo invocarem nenhuma norma legal que o fundamentasse - simplesmente porque não existe nenhuma -, com isso pondo também em cheque o próprio Estabelecimento Prisional da Carregueira, e mais uma vez ignorando (tal como o relator fez quando era Procurador-Geral da República) a denúncia da própria advogada de João Cipriano de que este também foi torturado pela Polícia Judiciária! É esta, em suma, a "justiça" que temos!

Estamos certos que Salgueiro Maia não se teria empenhado tanto em derrubar o anterior regime fascista se soubesse que as coisas iriam rapidamente voltar mais ao menos ao que eram dantes. Este continua pois a ser o mesmo estado a que chegámos!

O Estado, para ter legitimidade, deve assentar sempre em valores Morais. Não o sendo, é dever de todos desobedecer ás leis imorais. A lei não é sinónimo de moralidade, e disso a História está repleta de exemplos. Se, por exemplo, os povos tivessem desobedecido às leis imorais de perversos governantes como Hitler, Stalin, Mussolini ou Mao Tsé-Tung, milhões de vidas inocentes teriam sido poupadas. Mas a História comprova que a História nunca foi um forte dos povos, e que estes depressa esquecem os crimes do passado, ignorando, conscientemente ou não, o facto de que o Estado é a primeira causa de mortes não naturais.

Então que fazer? Simplesmente abolir o Estado como defendem os movimentos anarquistas? Cremos que tal decisão não teria efeitos muito melhores, pois o Mal não reside no Estado em si (que não é mais que uma figura abstracta) mas sim nos elementos que o compõem. Os elementos que o compõe e governam é que fazem do Estado o que ele é. E isto porque é uma ingenuidade absoluta acreditar que todos os indivíduos são naturalmente bons, apenas se tornando malévolos por influência do Estado. Se assim fosse, quem teria então formado o primeiro Estado perverso? O Estado é posterior ao Ser Humano e não anterior. Primeiro existiram pessoas, e depois estas é que formaram o Estado. E quando formaram o primeiro Estado, não estavam sob influência deste porque simplesmente este ainda não existia. Historicamente, o Estado surge como organização de um grupo de tiranos que pretende impor à força as suas ambições egoístas sobre as outras pessoas. O Estado não era então associado de modo algum a uma qualquer entidade que tivesse como missão defender valores morais. Muito pelo contrário, ele era o veículo das piores atrocidades. O rei e os seus mais importantes nobres recrutavam mercenários com os quais organizavam vastos exércitos que dominavam à base da força bruta territórios onde as pessoas que lá viviam eram obrigadas, sob pena de morte, a uma total submissão, incluindo a terem que dar regularmente a maior parte do fruto dos seus cultivos e trabalho aos senhores que ilegitimamente se auto-intitulavam donos das terras (tendo nascido então a figura dos "impostos", termo derivado do latim imponere significando "impor coercivamente"). Ou seja, o Estado nasce como uma associação de indivíduos imorais e altamente perversos que se organizam para impor a sua pérfida vontade sobre os outros, em total desrespeito pelo Direitos Naturais destes. Ou por outras palavras, o Estado não é o próprio Mal em si mas sim um instrumento geralmente usado pelo Mal. A abolição, sem mais, do Estado, resultaria inevitavelmente na associação de outros, ou até dos mesmos, indivíduos imorais que novamente tentariam fazer impor a sua vontade sobre os outros, criando para o efeito uma nova organização maquiavélica assente na violência: nasce então um novo Estado.

Que solução então? Sendo o Estado, em si, apenas uma organização, cabe aos indivíduos com afinidades a nível de uma Moral mais elevada, se associarem de modo a destronarem os bandidos que devastam o planeta. Esses bandidos não devem contudo ser assassinados (excluindo, é claro, os casos de legítima defesa própria ou de terceiros), pois isso constituiria, mesmo que tendo em conta o fim moral que com isso se pretenderia, um meio imoral de acção. Há que se distanciar ao máximo das imoralidades que se combatem. Mas é imperativo excluir esses indivíduos imorais de toda a posição de decisão na sociedade, inclusivamente do direito de votarem. Um violador e assassino de crianças não tem direito a opinar sobre a organização do Estado. Uma maioria de indivíduos dessa perversa índole certamente seria favorável à criação de leis que legitimasse a continuação dos seus actos imorais. Sendo facto assente que todo o Mal deriva, em primeiro lugar, dos indivíduos que o escolheram, e que uma enorme parte da população do planeta Terra não se identifica com uma Moral elevada, um Estado é necessário para que os Direitos Naturais de todos sejam assegurados. O Estado apenas ver-se-ia despido de qualquer utilidade caso todos os indivíduos de um determinado mundo se pautassem por elevados valores morais. O fim do Estado seria então algo natural. A organização da vida colectiva nesses mundos felizes dispensa qualquer maior complexidade, pois aí todos os indivíduos tratam o próximo como a si mesmo, o bem de cada um é o bem de todos e vice-versa, em suma, o topo da Moral (o Amor puro) é o objectivo principal de todos.

Sendo isso na Terra ainda uma utopia, o Estado deve existir com o propósito de salvaguardar o livre arbítrio e demais Direitos Naturais de todos. Os imorais também têm Direitos Naturais, sendo que contudo possuem uma apetência especial por transgredirem os Direitos Naturais dos outros indivíduos, servindo-se para o efeito de todos os meios ao seu alcance, inclusivamente do Estado. O mesmo Estado que eles criaram e mantiveram como forma de dominação e abjecto controlo imoral dos outros indivíduos. Então aqui sim, o Estado passou a ser um meio de escravização, de deseducação, de manipulação e de tirania absoluta. Passou a ser um meio de perpetuar a submissão dos "vassalos" aos seus "senhores". Militares, polícias e juízes são recrutados para que a ordem imoral seja cumprida à força por todos. Quem tentar reclamar os seus legítimos direitos é condenado, depois de julgamentos fantoches, à morte, à cadeia ou ao manicómio. O desvio aos padrões do imposto como "normal" pelos tiranos é considerado um crime ou uma loucura. Importa que a população não seja crítica, nem sequer pense. Que viva na ilusão que é esta a sociedade ideal, e que o seu trabalho escravo é uma "bênção" dada pelos governos ou pelos deuses que eles impuseram. O Estado actua esmagando brutalmente todas as tentativas dos indivíduos serem livres, sejam estas tentativas tomadas na forma de (legítimas) rebeliões organizadas, quer na do próprio indivíduo concreto pensar por si mesmo. Importa que religiões sejam manipuladas, adulteradas e até inventadas para que prometam o Céu apenas na próxima vida aos melhores escravos. Mas quem "ousar" pensar por si mesmo não poderá deixar de concluir que um Deus que é Amor puro não pode jamais desejar a existência de escravos nem na outra nem na presente vida.

Como ensinava Zarathushtra, filósofo persa que há cerca de 2 000 anos antes de Cristo sistematizou na Terra a primeira religião baseada exclusivamente em elevados valores morais, "entre os dois caminhos descritos [o Bem e o Mal] a Humanidade deve escolher como apoiante e verdadeiro líder um bom Mestre que promova bons pensamentos" (Gathas, Yasna 31, Verso 10, em www.zarathushtra.com). Esta religião, cujas bases eram resumidas a Bons Pensamentos, Boas Palavras e Boas Acções, e que foi a oficial do Império Persa durante a dinastia sassânida, foi devastada por várias invasões de Estados liderados por imorais, tendo o golpe fatal sido desferido no ano 641 depois de Cristo por exércitos muçulmanos árabes, que assassinaram impiedosamente todos aqueles que se recusaram converter ao islamismo, destruíram quase todo o legado religioso de Zarathushtra protegido pela Pérsia, e até obrigaram a que a língua persa fosse substituída pelo árabe.

Eis pois que é imperioso que o Estado seja urgentemente moralizado. A sua função deve ser restrita a proteger os (inalienáveis) Direitos Naturais de todos os indivíduos, sendo que para tal deverá sempre assentar numa democracia directa em que só as mulheres e homens de bons princípios podem participar. O ridículo argumento de que numa democracia todos devem participar, não apresenta qualquer viabilidade quando constatamos que maiorias imorais podem se servir dessa democracia para esmagar por completo os Direitos Humanos das minorias. A História prova-nos isso inequivocamente. Por exemplo, um dos mais monstruosos líderes governamentais de sempre, Adolf Hitler, chegou ao poder através de eleições democráticas. É isto que devemos evitar a todo o custo.

Em suma, a democracia directa deve constituir sempre o modo de tomada de todas as decisões num Estado que se reclame de melhores valores. Neste processo devem estar excluídos todos aqueles que sejam contrários aos valores dum Estado assente na protecção dos Direitos Naturais de todos os indivíduos sem excepção. A separação dos poderes legislativo, executivo e judicial deixa de ter sentido numa sociedade de plena democracia directa. Esta forma de democracia deve presidir a todos os órgãos do Estado, não permitindo que se instalem poderes déspotas independentes do controlo geral da população. Os juízes existem para aplicar a lei e não para refazê-la ao sabor dos seus egoísticos interesses por via de desavergonhados malabarismos de interpretação. A democracia directa deve controlar sempre as decisões dos tribunais. Indivíduos que tenham cometido crimes graves (portanto não num quadro de legítima defesa) como assassinatos, violações, agressões físicas graves ou tenham tentado estes crimes, devem ser condenados a prisão por tempo indeterminado até se comprovar o seu genuíno arrependimento e correcção. As prisões devem funcionar como escolas que trabalham para a educação dos reclusos, em pleno respeito pelos seus Direitos Humanos. Em caso algum poderá ser permitida a pena de morte, formas de mutilação física ou química, tortura ou outros actos cruéis. Um Estado de Moral deve proteger o livre arbítrio de todos, o que implica garantir o natural livre arbítrio de cada um contra violações por parte do uso atentatório, indevido e extrapolante do livre arbítrio de outro. A soberania individual tem que ser sempre preservada, e é para protegê-la que existe a soberania do Estado, e não o contrário.

Por fim, cabe a todos os indivíduos que se sentem lesados com as constantes violações aos mais essenciais parâmetros de uma Moral Natural, conjugarem esforços e lutarem pela implementação dum Estado verdadeiramente moralizado. Só assim poderão contribuir mais significativamente para que a brutal morte de inocentes crianças, como é o caso da nossa linda Joana Cipriano, não tenha sido em vão.

 

12 de Janeiro de 2010,

Marcos Aragão Correia.



 











«Lamento que tenha ocorrido novamente no Algarve um caso desta natureza, para mais quando permanece vivo na memória de todos o "caso Joana", tão maltratado pelo sistema de justiça desde o desaparecimento da menina de Figueira, Portimão, até ao julgamento dos eventuais responsáveis. Só que neste caso da menina inglesa não se trata de "sucata" e, daí, não ter sido preciso esperar vários dias pelo início das investigações. (...) O "caso Joana" constituiu-se como exemplo de investigação, mas ao contrário.

[...]

Sou, pois, dos que defendo que o aproveitamento do caso tem muito a ver com aquilo que se pretende: o controlo da população com base no terror dissimulado, através da alienação. Dito de outra maneira, a manipulação dos comportamentos por força da obediência e da submissão, até haver condições para a implementação de um chip em cada um de nós, momento a partir do qual iremos, finalmente, obter algo (segurança), por contrapartida à renúncia a outra coisa (liberdade). Por isso surgem os desaparecimentos e sequestros de crianças - para nos conduzirem, a todos, a uma situação de ansiedade, até que um dia sejamos nós a solicitar a introdução do dito chip no corpo, para podermos, por exemplo, localizar permanentemente os nossos jovens e não só. (...) Daqui à escravidão total é um passo.

[...]

Analisada de forma necessariamente breve esta questão em termos dos conceitos, volto a ensaiar a minha pergunta enquanto argumento crítico: interessa a todas as pessoas que as "Maddies" e os seus agressores apareçam? Não. O que tentarei demonstrar neste livro [Maddie, Joana e a investigação criminal - A verdade escondida] é que ao longo deste tipo de investigações se tropeça demasiado em continuidades e descontinuidades, em confirmações e dissonâncias, em realidades e fantasias, em razões e contradições, que não tinham de ser exprimidas, porque trazem à evidência fragilidades que conduzem à insegurança. A única explicação que encontro para essa falta de competência ética, pessoal e profissional assenta precisamente no facto de que esse falso discurso por parte dos principais responsáveis político-judiciários incorpora uma prática consciente, tendente a fazer-nos ver o que eles querem que vejamos, isto é, há coisas que o público em geral não precisa de saber, nem deve saber, sobre o que realmente aconteceu com Maddie [e Joana]. Mas penso (palavra feia!) que vale a pena tentar lutar contra esses criminosos, poderosos conspiradores que trabalham dia e noite para nos escravizar mentalmente, procurando controlar as escolas, os tribunais, as polícias, os hábitos de leitura, as televisões e os jornais. Maddie é apenas um balão de ensaio.»


Barra da Costa, Professor e Inspector-Chefe da Polícia Judiciária (na reforma).







«O mal da nossa justiça é que parece que muitos juízes são cegos para as evidências.

[...]

A política está judicializada e a justiça politizada.

[...]

Os magistrados são pessoas que prestam um serviço público e tem que prevalecer um sentido de serviço público nos tribunais. Basta ir a um tribunal: é como se fosse uma igreja com as divindades que se têm de adorar, que se tem de prestar quase vassalagem. Os tribunais não estão a prestar um verdadeiro serviço público. (...) Há magistrados que lavam as mãos da justiça. Não se importam em realizar a Justiça, para eles a Justiça é formal. Há magistrados que se sentem iluminados a tal ponto que prescindem de tudo, de todos: os advogados estão a mais, as testemunhas não interessam. Ele fala com aquele iluminismo que lhe caiu na cabeça sabe-se lá donde. Resolve tudo, sabe tudo. (...) Infelizmente muitos magistrados preferem ser temidos do que ser respeitados, tal como acontecia no final do Estado Novo com aqueles todo-poderosos senhores agentes e inspectores da PIDE/DGS. (...) A administração da justiça é oca, balofa e desadequada dos valores de uma sociedade livre e transparente.

[...]

Uma pavrinha sobre a justiça portuguesa? Fujam!»


Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados.







«A política em Portugal é cada vez mais um nojo, uma grande porcaria.

[...]

Estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça.»


Medina Carreira, ex-Ministro das Finanças.

 






«Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!»


Palavras de mobilização - ainda actuais - de Salgueiro Maia, Capitão do Exército Português que liderou as forças revolucionárias do 25 de Abril de 1974.



The Madeleine investigation

Justice for all the McCann family

Maddie, Joana e a investigacao criminal

Jose Martins Barra da Costa

Presidente do Supremo Tribunal de "Justiça" português elogia sistema judicial chinês


Para compreendermos melhor o abominável estado em que se encontra o sistema judicial português, é sempre útil lembrar que o presidente do Supremo Tribunal de "Justiça" português, Luís António Noronha Nascimento, reeleito para o cargo por maioria absoluta em Novembro de 2009, efectuou, acompanhado por uma delegação, uma visita à República Popular da China de 12 a 21 de Maio de 2008, com despesas, é óbvio, a cargo dos contribuintes Portugueses. O site oficial do STJ relata (em http://www.stj.pt/?idm=178&sid=183m) que «no decurso da visita, a delegação do STJ participou em sessões de trabalho no Supremo Tribunal e em outros tribunais, em que foram abordadas as experiências nacionais sobre organização e funcionamento dos sistemas judiciais».

Mas muito mais graves são as conclusões do mesmo senhor presidente, relatadas pelo Jornal Tribuna de Macau em 20 de Maio de 2008:

«A passagem pelo território segue-se a uma visita à China Continental, com paragens em Pequim, Guilin e Zhuhai. "Correu muito bem e da nossa parte estamos muito satisfeitos", afirmou o presidente do STJ. Noronha Nascimento confessou mesmo que a delegação ficou "muito impressionada" com a qualidade e funcionalidade das instalações judiciais do Continente. "Muito superiores às existentes na Europa", classificou o magistrado, que destacou a implementação de novas tecnologias e de sistemas informáticos. Durante a visita, a delegação encontrou-se com o presidente do Supremo Tribunal Popular da China, Wang Shengjun. Segundo Noronha de Nascimento, o órgão máximo da justiça do Continente foi convidado a deslocar-se a Portugal, algo que deve acontecer "no espaço de um ano"». (em http://www.jtm.com.mo/view.asp?dt=280803005).

 

Ou seja, um dos mais altos representantes do sistema judicial português tece desavergonhados elogios ao perverso sistema judicial de um dos países campeões na violação dos Direitos Humanos, não sendo por consequência de admirar que Portugal continue a padecer dum sistema judicial de cariz tipicamente fascista (documentário a propósito em www.youtube.com/watch?v=x-CrNlilZho).

Jornal de Noticias de 08-Maio-2010

Jornal de Noticias de 24-10-2009

Jornal de Noticias de 25-07-2009


RESPOSTA A NORONHA NASCIMENTO

por António Marinho e Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados

(Publicado no Jornal Expresso de 19 de Junho de 2010)


A Quarta Figura de Estado e a Ordem dos Advogados

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça veio esta semana atacar mais uma vez as ordens profissionais, exigindo que o Governo interfira no seu funcionamento, para — disse ele — "democratizar" os seus órgãos dirigentes e fiscalizar a sua gestão. Numa alusão directa à Ordem dos Advogados, pronunciou-se contra "orçamentos não aprovados" (ver "Jornal de Notícias", 15/06/2010, pág. 13).

Falando na posse do novo presidente do Tribunal da Relação do Porto, a quarta figura do Estado defendeu o fim das nomeações obrigatórias de advogados oficiosos, afirmando: "Quem quer advogado contrata-o, quem não quer não pode ser obrigado a tê-lo à força".

De acordo com o "JN", Noronha Nascimento insurgiu-se ainda contra a concessão desenfreada de crédito ao consumo, preconizando "regras inflexíveis para que o lobo não continue a comer o zé-povinho".

Muito estranhos são os desígnios da quarta figura do Estado português. Primeiro quer governamentalizar as ordens profissionais e intromete-se descaradamente no debate interno na Ordem dos Advogados a favor de uma das partes. É verdade que não foi tão longe quanto o seu emulo corporativo/sindicalista que há pouco tempo pedira a extinção da OA; mas mostrou quanto o perturba a independência desta instituição, sobretudo por o actual bastonário ousar dizer em público aquelas verdades que ele tanto gostaria de ver cobertas pelo espesso manto das conveniências e das subserviências corporativas.

Incomoda-o imenso uma Ordem que vive das quotizações dos advogados e que tem uma gestão totalmente democrática e transparente, publicando as suas contas e enviando-as para o Tribunal de Contas. Uma Ordem, cujo bastonário foi escolhido por sufrágio directo e universal em que participaram quase 20.000 advogados e não por um colégio eleitoral de algumas dezenas de apaniguados previamente escolhidos por aquele que teriam de eleger.

O Governo devia divulgar quanto é que o Estado gasta por ano só em ajudas de custo com os conselheiros do STJ, já que estes, além dos principescos vencimentos e de um generoso subsídio de habitação de quase dez mil euros por ano (totalmente isentos de impostos), ainda recebem ajudas de custo (iguais às dos membros do Governo) por cada dia que vão ao seu local de trabalho.

A quarta figura do Estado manifestou-se também contra um dos principais factores do desenvolvimento económico no mundo moderno que é o crédito ao consumo. E essa oposição não provém de qualquer sentimento de solidariedade para com as vítimas do sobreendividamento, mas sim porque a generalização do crédito traduziu-se em mais processos por dívidas nos tribunais e, consequentemente, em mais trabalho para os magistrados. Ainda recentemente, ele dizia que os tribunais foram transformados em "cobradores do fraque" e, antes, com a mesma desfaçatez, classificara os processos judiciais para cobrança de dívidas como "lixo processual". Portanto, se o crédito gera dívidas e estas originam processos nos tribunais, então acabe-se com o crédito, para que os magistrados não tenham a maçada de despachar esses processos.

Mas as suas preocupações com o "zé-povinho" ficam ainda mais claras quando afirma que "quem quer um advogado contrata-o". Para ele, essa modernice de dar advogados "à força" a quem não tem dinheiro para os contratar é muito inconveniente, porque esses advogados obrigam os senhores juízes a trabalhar e, às vezes, até ousam pôr em causa as suas iluminadas decisões, recorrendo delas. Em vez de dar um advogado "à força", Noronha Nascimento acha que o Estado deveria criar um corpo de defensores públicos. O Estado passaria então a dar tudo: o juiz que julga, o procurador que acusa e o defensor que defende. Seria uma maravilha! Nesse modelo totalitário, os processos andariam à velocidade da luz, pois, além de o seu número diminuir drasticamente, grande parte das diligências (incluindo os recursos) seriam também dispensadas por acordos tácitos entre todos os profissionais (julgadores, acusadores e defensores).

Enquanto funcionários do mesmo patrão (o Estado), todos teriam, obviamente, os mesmos interesses de classe.

Noronha Nascimento e a parte da judicatura que nele se revê estão, obviamente, cheios de saudades daqueles tempos em que os juízes nomeavam funcionários judiciais para fazerem defesas oficiosas ou então estas eram atribuídas quase exclusivamente a advogados estagiários.

Infelizmente, parece que ninguém consegue explicar à quarta figura do Estado que esses tempos já não voltam mais.


António Marinho e Pinto
,

Bastonário da Ordem dos Advogados Portugueses.

(in http://marinhopinto.net/Notícias.aspx).







Gonçalo de Sousa Amaral tenta destruir
mais uma criança e seus pais



CriminosoGoncaloAmaral


Com a expressa autorização destas novas vítimas, divulgamos aqui as participações enviadas por mais esta inocente família às autoridades portuguesas, na esperança de que nada de mal aconteça a mais uma outra menina no Algarve.





----- Original Message -----
From: ana bras
To: belem@presidencia.pt ; mailpgr@pgr.pt ; recursos.humanos@pj.pt ; dirp@sg.mai.gov.pt ; provedor@provedor-jus.pt
Cc: (...)
Sent: Sunday, October 04, 2009 11:39 PM
Subject: PEDIDO URGENTE DE PROTECÇÃO POLICIAL


MUITO URGENTE



Portimão, 04 de Outubro de 2009




Excelentíssimos Senhores:


Presidente da República Portuguesa

Procurador-Geral da República

Director Nacional da Polícia Judiciária

Ministro da Admnistração Interna

Provedor de Justiça





Os nossos respeitosos cumprimentos.

Há quatro dias enviámos o pedido de ajuda transcrito em baixo para Sua Excelência o Procurador-Geral da República.

Muito infelizmente, os nossos piores pesadelos têm cada vez mais tomado forma.

Ontem à noite eu, o meu marido José Araújo e o nosso Advogado Dr. Marcos Aragão Correia fomos jantar fora, num restaurante em Portimão. Quando pedimos ao Dr. Marcos para nos conduzir à casa da minha mãe, para irmos buscar a nossa filha que se encontrava aos seus cuidados, ao passarmos pela zona ribeirinha de Portimão, vimos fogo de artifício junto ao Clube Naval de Portimão, e decidimos parar para ver, tendo eu e o meu marido saído do carro para fumarmos um cigarro, pois o Dr. Marcos não é fumador, tendo permanecido no seu carro, e nós ao lado do veículo, encostados junto a uma zona de estacionamento público.

Nisto vimos um aglomerado de pessoas na entrada do restaurante "retiro do peixe assado", e qual foi o nosso espanto ao vermos o Sr Gonçalo de Sousa Amaral a olhar para nós no meio dessas pessoas, tendo o mesmo Sr. Gonçalo feito um sinal com a mão para outras pessoas, apontando em nosso direcção, sendo que essas pessoas, cerca de quatro, se dirigiram de imediato para nós ameaçando-nos com grande agressividade para abandonarmos de imediato aquela zona da rua. Sublinhamos que estávamos na rua, em pleno local público, no lado contrário do citado restaurante. Nisto os indivíduos começam a nos empurrar com força, injuriando-nos e agredindo-nos, e um tal Baptista leva uma mão para a parte de trás das suas calças, dizendo ao mesmo tempo que se não saíssemos dali dava-nos um tiro. Nisto um tal Fernando tenta arrancar o nosso Advogado de dentro do carro, puxando-o pela janela para o agredir. Ao vermos a nossa impotência perante tanta violência, entrámos de imediato no carro do nosso Advogado, sendo que um tal Ramos ainda conseguiu dar uma forte bofetada no meu marido.

Dirigimo-nos de imediato para a esquadra de Portimão da Polícia de Segurança Pública onde pedimos que fossem identificados os autores materiais das ofensas, pois o Sr. Gonçalo Amaral, mandante dos crimes, era já por nós muito bem conhecido! Três agentes da PSP acompanharam o meu marido e o nosso Advogado ao local, tendo eu, por medo, permanecido na esquadra da PSP. No local, os indivíduos Baptista e Fernando, e ainda um outro elemento que não conheciamos minimamente, já haviam fugido, só tendo sido possível identificar o Ramos. No entanto, mesmo à frente dos agentes da PSP, outros indivíduos, talvez em número superior a dez, acompanharam o Sr. Gonçalo Amaral em direcção ao nosso Advogado Dr. Marcos Aragão, tendo o Sr. Gonçalo Amaral agressivamente ameaçado o nosso Advogado mesmo à frente da cara dele, apontando-lhe o dedo, e gritando-lhe "você não tem vergonha".

Apresentámos logo a seguir, cada um de nós três, e ainda na noite de ontem, participações criminais contra o Sr. Gonçalo de Sousa Amaral e seus capangas, tendo ficado as nossas queixas na PSP registadas com os números:

José Araújo - NUIPC 001938/09.5 PAPTM,

Marcos Aragão Correia . NUIPC 001939/09.3 PAPTM,

Ana Sofia Brãs - NUIPC 001940/09.7 PAPTM.


Não obstante, durante o dia de hoje, o Sr. Gonçalo Amaral telefonou diversas vezes para o meu telemóvel e para o do meu marido, a partir de um número não identificado no visor dos nossos aparelhos, mas susceptível de ser identificado pelo sistema judicial, ameaçando-nos sem qualquer pudor de que nos iria fazer a folha.

Temos muito medo, por nós e pela nossa filha, e não podemos mais viver assim. Como tal, temendo pelas nossas vidas, solicitamos protecção poiicial até estes processos serem resolvidos nos tribunais.

Por favor, nem que seja pela nossa filha Diana, de apenas 2 anos e 1 mês de idade, ajude-nos!


Com os nossos melhores cumprimentos,

Ana Sofia Brás,

José Araújo.













From: anasofiabras@xxxxxxx.xxx
To: mailpgr@pgr.pt
CC: (...)
Subject: PEDIDO URGENTE DE AJUDA
Date: Wed, 30 Sep 2009 00:07:51 +0100



Muito urgente




Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da Repúlica Doutor Pinto Monteiro:



As nossas respeitosas saudações.



Escrevo-lhe porque eu, o meu marido e a nossa filha estamos com muito medo e precisamos da Vossa ajuda.

Quase todos nós cometemos erros na vida, o meu foi me ter envolvido com o Sr. Gonçalo Amaral, ex-inspector da Polícia Judiciária. Sim, cometi um grande erro ao ter caído no assediamento que esse senhor me fez no início deste ano. Eu ouvia-o na televisão, lia as notícias sobre ele nos jornais, e parecia-me ser uma pessoa injustiçada. Quando ele me assediou, com as mesmas falinhas mansas com que fala na tv, eu caí no erro de ter aceite ter um caso extra-conjugal com ele no início deste ano. À medida que o fui conhecendo, vi que esse senhor não passava de um hipócrita, de um criminoso, que só queria sexo e que me tratava pior que um cão. Em meados de Junho deste ano terminei o relacionamento com ele, e voltei para o meu marido, José Araújo, o qual entretanto por vingança da esposa do Sr. Gonçalo Amaral, também foi assediado por esta e iniciou igualmente um relacionamente extra-conjugal com a esposa do Sr. Gonçalo. Entretanto, felizmente, voltámos um para o outro, mas o inferno não acabou.

Eu e o meu marido temos uma filha de 2 anos de idade, mas o Sr. Gonçalo Amaral não quer saber. Desde que eu e o meu marido voltámos um para o outro que o Sr. Gonçalo Amaral nos tem perseguido sem piedade. Persegue-nos de carro, a pé, manda "capangas" nos perseguirem, ameaça-nos de morte, difama-nos, ameaçou-nos que iria colocar droga no nosso carro para nos mandar para a cadeia, agrediu-nos fisicamente, mandou um seu "capanga" de nome Baptista, um reformado da Polícia Marítima de Portimão nos ameaçar com uma arma de fogo, tudo isto porque o Sr. Gonçalo Amaral não aceitou o fim do relacionamento que eu tinha com ele e tem receio que eu conte para todo o mundo quem ele é verdadeiramente, um criminoso que me tratava e trata à porrada, pior que um animal.

Temos muito medo, tememos pela nossa vida e pela segurança da nossa filha, a Diana. Ontem, a nosso pedido, o Dr. Marcos Aragão Correia (Advogado de Leonor Cipriano) apresentou no Ministério Público de Faro uma denúncia em nosso nome pelos crimes cometidos pelo Sr. Gonçalo de Sousa Amaral contra nós. Contudo sabemos que estas coisas podem demorar muito tempo nos tribunais, e como tal apelamos a Vossa Excelência que nos conceda a sua atenção pessoal à nossa miserável situação de vítimas de forma a que toda a gente saiba que se nos acontecer alguma coisa, a nós ou à nossa menina, o responsável por isso é apenas um: o Sr. Gonçalo de Sousa Amaral.

Por favor ajude-nos. Temos provas do que dizemos. O meu marido conseguiu gravar um telefonema em que o Sr. Gonçalo Amaral nos ameaça de morte, diz que nos "vai fazer a folha", que vai "dar um tiro" ao meu marido, que se vai livrar dele "a pontapé sem sujar as mãos", que lhe "vai partir os cornos". O meu marido tem sido perseguido na rua, e nem falo em mim. A minha filha chora agora por tudo e por nada pois sente a nossa insegurança e temor. Temos também um video gravado num telemóvel onde se pode ver o Sr. Gonçalo Amaral a agredir o meu marido num bar em Portimão.

Estamos dispostos a mostrar todas estas provas à Procuradoria-Geral da República. Por favor ajude-nos.

O meu nome é Ana Sofia Brás, tenho 35 anos de idade, sou delegada de vendas em Portimão, o meu número de telemóvel é o: xxxxxxxxx. O nome do meu marido é José Araújo, tem 42 anos de idade, é empresário em nome individual, e o número do telemóvel dele é o: xxxxxxxxx.

A nossa filha chama-se Diana Brás, tem 2 anos e 1 mês de idade, e queremos muito que chegue a adulta sã e salva.


Muito obrigado pela ajuda de Vossa Excelência. 



Portimão, 29-09-2009,

Ana Sofia Brás,

José Araújo.








Indicamos um link exterior onde pode ser ouvida a gravação de dois telefonemas que corroboram as denúncias supra transcritas. Ambos os telefonemas datam de Julho de 2009, constituíndo prova da natureza imoral e criminosa de um dos seus interlocutores: Gonçalo de Sousa Amaral. A gravação (incluindo a sua divulgação) é legal ao abrigo do disposto no artigo 34 do Código Penal Português. Dada a linguagem extremamente obscena utilizada por Gonçalo de Sousa Amaral, a audição da respectiva gravação não é aconselhável a públicos sensíveis. Link exterior (para copiar e colar no browser):
http://www.zshare.net/download/68611337747aaed2/

(Nota: a respectiva gravação foi também enviada às autoridades portuguesas).




       
  Para informações a respeito em língua Inglesa consultar os seguintes links:
   http://justice4mccannfam.5forum.biz/
   http://justice4mccannfam.blogspot.com/
             http://thehoundingofthemccans.blogspot.com/










12 de Setembro de 2009

Joana Cipriano desapareceu há cinco anos

 

Para além da data do seu aniversário - Joana completou 13 anos de idade a 31 de Maio deste ano - hoje assinala-se uma outra importante data da sua memória: completam-se cinco anos desde que Joana foi brutalmente assassinada pelo tio João Cipriano de modo a silenciá-la relativamente ao monstruoso negócio frustrado que o tio organizara quanto à menina: vender a criança para uma terrível rede criminosa onde Joana seria certamente vítima das mais atrozes torturas a todos os níveis (psicológico, físico, sexual).

Explorando a miséria e, sobretudo, a ingenuidade da irmã Leonor, mãe da Joana, João não hesitou em sacrificar a vida da pequena sobrinha a troco e por causa de uma quantia avultada do mesmo vil metal pelo qual Jesus Cristo também foi vendido e assassinado. Um tio repugnante a todos os níveis, monstruoso animal sanguinário, que para satisfazer os seus estúpidos, fúteis e egoístas apetites totalmente animalescos, é capaz de negociar sem quaisquer escrúpulos a vida de uma inocente criança, infelizmente também sua sobrinha.

Cabe questionar profundamente esta sociedade onde vivemos, onde alguém cumpre 4 anos de prisão por tentativa de homicídio de outrém, e, sem mais, sem apresentar qualquer arrependimento, é posto em liberdade sem qualquer acompanhamento profissional, livre para tentar matar outra vez. E assim foi. Voltou a tentar, e desta vez conseguiu. Chamava-se Joana. Era uma linda menina de 8 anos de idade que vivia numa pacata aldeia do Algarve. De uma imensa doçura, como todos os que a conheceram garantem. E muito embora o Céu tivesse ganho um Anjo mais cedo do que o habitual, a Terra ficou ainda mais pobre do que já era. Mas Joana estará sempre nos corações daqueles que a amaram aqui e daqueles que a amam daqui. Pois o verdadeiro Amor é eterno. E, para além do mais, sabemos que lá bem longe, nesse lugar maravilhoso onde só o Amor reina e o Mal não penetra, Joana é feliz como nunca o foi aqui, pois como nos garantiu Jesus: "deixai vir a mim as crianças, pois é delas o reino dos Céus".

Obrigado por tudo Joana! Que o nosso genuíno Amor te alcance também desde este mundo infernal! Nunca te esqueceremos, doce linda menina vinda das estrelas!

 

Marcos Aragão Correia.







Nota explicativa:

Jesus utiliza aqui a palavra “crianças” para designar todos aqueles, de qualquer sexo e de qualquer idade, que escolheram a pureza de coração e elevação de sentimentos popularmente associados às crianças pequenas. Não se trata duma referência à idade física, pois esta nenhuma relação tem com a idade do Espírito e suas respectivas qualidades a nível moral. Esta é pois uma das passagens dos Evangelhos que não foram alvo de adulterações, permanecendo fiel ao sentido original. Como bem nos demonstram os mais avançados estudos nas áreas da Parapsicologia e Espiritismo, o Espírito duma criança pode ser muito mais antigo que o de um adulto, como também pode se identificar com características muito menos morais do que as de esse mesmo adulto. Neste referido nível de caracterização moral, não é o caso de Joana, nem de Madeleine, nem de Francesca, pois são estas três maravilhosas crianças, crianças no melhor e mais elevado sentido da palavra, e maravilhosas crianças no mais Amoroso sentido da expressão. São pois, as três, crianças no sentido integral com que Jesus utilizou aqui a palavra: a de Espíritos de grande elevação Moral, que integram o grupo de Espíritos do Amor.


«Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe. Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.» (Evangelho de Mateus, cap. 18, 1-6).

«Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam. Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus. E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali.» (Evangelho de Mateus, cap. 19, 13-15).












(Texto de inauguração do website, em 15-07-2009)

DUAS LINDAS MENINAS VINDAS DAS ESTRELAS




Quão horrendo e desumano é alguém, sem quaisquer provas, aumentar enormemente a terrível dor dos pais que choram a perda de uma sua criança, acusando-os de estarem envolvidos no desaparecimento da mesma!


Quão monstruoso e brutal é alguém, exactamente desempenhando funções públicas pagas para perseguir os transgressores dos direitos da criança, servir-se desse mesmo cargo para encobrir os verdadeiros criminosos e seus hediondos crimes!


Quão cruel e lancinante é alguém, sem quaisquer escrúpulos, caluniar, difamar e humilhar aqueles que cuidavam e acarinhavam a criança violentada por terceiros, imputando às pessoas de quem a criança tanto gostava as mais infames mentiras e falsidades.


Enfim, como se sentem a mãe e o pai da menina ou do menino que lhes foi brutalmente arrancado do seio para ser violentado e assassinado, e que, para além de terem de procurar Justiça sozinhos, têm que ainda enfrentar a falível justiça terrestre que os falsamente acusa das piores monstruosidades contra a criança de que tanto gostavam?


Pois é, para quem nunca passou por isso, pode ser difícil imaginar o que é passar por isso. Mas Leonor, Leandro, Kate e Gerry passaram por isso, e sentiram na pele o que é as suas filhas e eles serem alvo de todas essas inqualificáveis crueldades.


Houve gente muito má, terrivelmente má, que fez mal, muito mal, às suas queridas filhas, e outra gente também muito má, terrivelmente má, que encobriu e continua a encobrir o mal extremo de que as suas crianças foram vítimas, acusando em vez a eles, mamãs e papás tão queridos pelas suas meninas, com as mais inconcebíveis mentiras e calúnias!


Gonçalo de Sousa Amaral é uma dessas pessoas más, muito más. Durante anos utilizou o seu cargo de Coordenador de Investigação Criminal da Polícia Judiciária Portuguesa para caluniar e difamar mães e pais inocentes de crianças desaparecidas no Algarve. Estreou-se publicamente com as suas maldades no "caso Joana" e, esfregando as mãos de contentamento com a sua impunidade, repetiu tais proezas diabólicas com o "caso Madeleine".


Mas ao contrário da mãe e do padrasto de Joana, a mãe e o pai de Madeleine eram Ingleses com dinheiro, posição social e bons conhecimentos, o suficiente para fazer toda a diferença e impedir uma fatídica queda pelas escadas. O "fatal empurrão" que Gonçalo Amaral lhes tentou dar, resultou finalmente no seu afastamento da liderança dos inquéritos policiais a crianças desaparecidas. Mas não ditou o fim da sua maquiavélica acção contra os direitos dessas mesmas crianças e dos seus pais. Mesmo agora, já enquanto ex-chefe da polícia, continua a sua liderança da mentira, calúnia e falsidade contra os pais e mães inocentes das crianças violentadas no Algarve. A senda do Mal cria, efectivamente, raízes profundas e persistentes.


Mas as mães e os pais inocentes que choram torrencialmente com os seus corações a perda das suas lindas meninas não estão sós à mercê do Mal. Muitas pessoas surgiram, dispostas a erguer bem alto a bandeira da Moral contra todas as perversidades que grassavam impunemente, e combatendo, uma por uma, as ervas daninhas que infestam o belo jardim planetário, estas pessoas constituem a linha da frente da defesa da implantação na Terra duma sociedade verdadeiramente justa, caridosa e baseada exclusivamente na amorosa Moral que constitui a felicidade de todos os planetas ditosos.


É bom sabermos que não estamos sós. É bom sentirmos o apoio altruísta de tantas pessoas solidárias com esta causa. As mamãs e papás de Joana e de Madeleine não estão sós. As suas maravilhosas meninas continuam a protegê-los mesmo que já assaz longe daqui. E para isso contam com aqueles que estão aqui.
Esta é a maior prova de inocência que alguém pode obter!



Marcos Aragão Correia,
Advogado da mãe e do padrasto de Joana Cipriano.

(Funchal, 15 de Julho de 2009)








 

Cópia da acusação, de 23 de Junho de 2009, do Ministério Público contra o arguido Gonçalo de Sousa Amaral, por prática de crime de tortura contra António Leandro David Silva, padrasto de Joana Cipriano.

 



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Jornal de Noticias de 27-03-2010

 

 


Nota de Marcos Aragão Correia (em 01 de Maio de 2010):


De facto, como retoricamente questiona o Dr. Barra da Costa, mas como poderia ser diferente? Num país - Portugal - onde o fascismo voltou há já imenso tempo em plena força, e contamina malevolamente todas (ou pelo menos quase todas) as instituições da “pátria”, como poderia ser diferente essa decisão desse tribunal da “pátria”? Claro está que o padrasto de Joana Cipriano, António Leandro David Silva, representado - sem honorários - pelo seu Advogado Marcos Aragão Correia, interpôs de imediato Recurso para o Tribunal da Relação de Évora, no dia 29 de Março de 2010. O recurso seguiu os seus normais trâmites, e pasme-se (ou melhor não!), que o muito digno Procurador da República Dr. José Fonte Santa, responsável pela muito douta acusação do Ministério Público contra o arguido Gonçalo de Sousa Amaral, literalmente “desapareceu”, tendo sido substituído por uma “magistrada” do Ministério Público que se identifica apenas por uma assinatura ilegível. Esta “magistrada” anónima (é preciso cuidado com as palavras que se usa nos regimes fascistas, pois este tipo de Estados não admite críticas de nenhuma espécie), pasme-se (ou melhor não!), troca as voltas todas ao insigne colega que substituiu, e vem agora dizer... isso mesmo... que afinal o arguido Gonçalo de Sousa Amaral não passa de um bom rapaz!!! E pede que o tribunal superior o não pronuncie!!! O Fascismo no seu auge!!! Afinal, não nos podemos esquecer que o tal “bom rapaz” para a “magistrada” anónima, foi também um “bom rapaz” no cumprimento das ordens e objectivos traçados pelo seu empregador - o mesmo Estado fascista - relativamente às investigações da polícia que dirigiu quanto a ambos os casos de crianças desaparecidas que teve em mãos. Sim, para ele(s), Joana Cipriano e Madeleine McCann foram ambas mortas pelas mães! Talvez em nome do turismo do Algarve! Mas, e provas? Nenhuma! Claro, são assim os Estados fascistas. E os governos fascistas - de índole nazi ou comunista - protegem sempre os seus lacaios. A menos que tenham a própria pele em cheque. Aí sacrificam os lacaios, como sempre fizeram em todas as guerras que desencadearam (alguma vez se viu um líder fascista de topo numa linha da frente?). Por enquanto, parece ser apenas o turismo do Algarve que está em questão. Mas quando as coisas mudarem - e irão mudar (é só uma questão de tempo) - aí veremos os lacaios todos a desfilarem nas passerelles dos tribunais! Mas aí já poderá ser tarde demais para os seus líderes...
Era eu ainda criança, e já me ensinava o meu falecido pai, António Aragão, considerado pelos especialistas como “um dos grandes vultos da Cultura Portuguesa”, o seguinte: “agora ainda é pior do que antes do 25 de Abril porque antes era um fascismo assumido enquanto agora é também um fascismo, mas disfarçado!”. Pois, é mesmo verdade! (website oficial sobre António Aragão em http://antonioaragao.blogspot.com/).






 

3 de Maio de 2010



Completam-se hoje 3 anos desde o desaparecimento de Madeleine McCann.
Sem surpresas, o caso de Joana Cipriano foi também hoje novamente manchete. Dizemos sem surpresas, pois é evidente que os dois casos sempre estiveram interligados desde o início. Andam a raptar crianças em Portugal, violentando-as com grande brutalidade, a elas e às suas famílias, e as autoridades nacionais concentram-se apenas em acusar os pais sem apresentarem uma única prova, não fazendo rigorosamente nada para encontrarem as crianças nem os criminosos envolvidos. Que melhor poderia acontecer a um raptor, violador e / ou assassino de crianças senão saber que a polícia dedica-se a perseguir as vítimas e brada por todo o lado que tem a certeza que foram os pais que as mataram? Também a isto se pode chamar de brutalidade policial. E com autoridades destas, os bandidos podem estar mesmo descansados. Ou uns e outros não serão afinal os mesmos? Não será uma forma gravíssima de banditismo o Estado actuar deste modo? Onde estão as crianças? Foram encontradas vivas? Não. Foram encontradas mortas? Não. Foram reunidas suficientes provas materiais relativamente aos responsáveis pelos seus desaparecimentos? Não. Então porque dizem que foram os pais que as mataram? A quem interessa tal falsa conclusão? Joana Cipriano e Madeleine McCann continuam desaparecidas. E é obrigação de qualquer Estado minimamente decente continuar a procurar por elas, vivas ou mortas, e perseguir os verdadeiros culpados pela brutal violência perpetrada, reunindo provas, localizando-os e apresentando-os à Justiça. Nada disto foi feito pelas autoridades portuguesas. Ao invés, investigaram como nos tempos da Inquisição, em que os supostos suspeitos eram torturados até confessarem o que os inquisidores queriam. E caso encerrado. Assim vai a investigação criminal em Portugal. E claro está que não é apenas a segurança destas crianças e dos seus pais que está em causa, mas sim a segurança de todas as famílias inocentes. Quem poderá ser amanhã? É imperioso e urgente colocar um ponto final a toda esta violência. E proteger as vítimas-crianças e as vítimas-pais. E por isso Leonor Cipriano e António Leandro estão juntos. Porque sabem que, apesar de mais de cinco anos volvidos, ainda não foi feita Justiça quanto à filha Joana. E a história repetiu-se. Há exactamente três anos era raptada mais uma menina no Algarve, a apenas cerca de 15 quilómetros de distância. O seu nome era Madeleine.



Marcos Aragão Correia,


Advogado da mãe e do padrasto de Joana Cipriano.
















Post-Scriptum: Querida Madeleine, fantástica linda estrela, não nos esquecemos que no dia 12 de Maio, deste ano de 2010, fazes 7 aninhos! Muitos parabéns, muitas felicidades, e muitos beijinhos! Estamos sempre ao teu lado, para sempre!


Joana faz 14 anos de idade

 

No dia 31 de Maio de 2010, a nossa muito linda Joana Cipriano faz 14 anos de idade. Muitos parabéns querida, mil abraços e mil beijinhos, e uma eternidade repleta de felicidade! Como bem sabes, estamos sempre e para todo o sempre, sempre ao teu lado!




O que aconteceu a estas crianças?

 

Francesca Orofino: 9 anos de idade; Turim, Itália, 1 de Fevereiro de 2007 - morta por um nefasto fungo que lhe infectou os pulmões, devido à aplicação de uma brutal quimioterapia por um hospital, na sequência de um terrível cancro. A quimioterapia acabou assim por destruir todas as suas restantes defesas imunitárias, precipitando-a mais cedo e mais dolorasamente para a morte.


Joana Isabel Cipriano Guerreiro
: 8 anos de idade; Algarve, Portugal, 12 de Setembro de 2004 - raptada e assassinada pelo tio João Manuel Domingos Cipriano após uma tentativa frustrada de venda da criança por parte do mesmo tio; o responsável pela investigação policial - Gonçalo de Sousa Amaral - incrimina a mãe inocente da criança e deixa intencionalmente em total impunidade os criminosos que tentaram comprar a menina.

Madeleine Beth McCann: 3 anos de idade; Algarve, Portugal, 3 de Maio de 2007 - raptada; o responsável pela investigação policial - Gonçalo de Sousa Amaral - incrimina os pais inocentes da criança e deixa intencionalmente em total impunidade os criminosos que raptaram a menina.

 

(English)

What happened to these children?

 

Francesca Orofino: 9 years old; Turin, Italy, 1 of February of 2007 - died due to a nefarious fungus that has infected her lungs, because of a brutal chemotherapy applied by an hospital, in the sequence of a terrible cancer. The chemotherapy has destroyed completely her immune system, causing her a more painful and earlier death.


Joana Isabel Cipriano Guerreiro
: 8 years old; Algarve, Portugal, 12 of September of 2004 - kidnapped and murdered by the uncle Joao Manuel Domingos Cipriano after a frustrated attempt of selling the child by the same uncle; the main responsible for the police investigation - Goncalo de Sousa Amaral - incriminates the innocent mother of the child and intentionally leaves in absolute impunity the criminals who tried to buy the little girl.

Madeleine Beth McCann: 3 years old; Algarve, Portugal, 3 of May of 2007 - kidnapped; the main responsible for the police investigation - Goncalo de Sousa Amaral - incriminates the innocent parents of the child and intentionally leaves in absolute impunity the criminals who kidnapped the little girl.